Digitalização Acelera Competitividade e Gera Empregos.

Estudo feito pela Siemens e Fundação Dom Cabral com 250 empresas, aponta ainda que é possível triplicar a produtividade e aumentar o PIB do país.

Para marcar a celebração dos seus 110 anos de presença no país, a Siemens divulgou nesta terça-feira o estudo Digitalização, Tendências e Soluções para um Brasil mais Competitivo, realizado por ela e pela Fundação Dom Cabral (FDC) para mapear o estado da digitalização das empresas no país e os impactos que ela pode gerar na economia.

Para compor o estudo, a FDC combinou os dados de uma pesquisa com 250 participantes de segmentos estratégicos da economia no Brasil, como setores automotivo, mineração e siderurgia, química, serviços públicos, transmissão de energia, eletro e eletroeletrônicos e alimentos e bebidas, com os resultados do Anuário de Competitividade Mundial, do IMD, e do Relatório Global de Competitividade, do Fórum Econômico Mundial.

“No mundo todo a digitalização está criando uma nova paisagem na economia. O estudo mostra que a cada 10% de investimento em digitalização nas empresas há um crescimento de 0,75% no PIB e aumento de 1% na taxa de emprego”, diz Paulo Stark, CEO e presidente da Siemens Brasil.

“A digitalização tem potencial para duplicar ou triplicar a produtividade brasileira, e nós temos uma oportunidade histórica para dar um grande salto em nosso desenvolvimento econômico. Vemos em países como os Estados Unidos, o Canadá, a Alemanha e a China, uma integração de forças entre setores público e privado voltada ao aumento da competitividade. É essencial que o Brasil desenvolva a mesma discussão a fim de construir uma agenda nacional sobre isso”, diz Stark.

Mais digitalização, mais competitividade

“A digitalização leva ao crescimento da produtividade não só no Brasil mas em outros 144 países do mundo”, diz o professor Carlos Arruda, reitor adjunto da Fundação Dom Cabral e coordenador, no Brasil, dos estudos citados. No estudo da Siemens, 85% dos entrevistados endossam a assertiva, indicando que acreditam que digitalização pode aumentar a competitividade brasileira, especialmente em termos de produtividade industrial e gerenciamento de energia.

Os benefícios, segundo a maioria dos respondentes (90% a 95%) , estão relacionados principalmente à utilização eficiente dos recursos, tomada de decisão e eficiência energética. O estudo mostra ainda que a estratégia digital, a gestão de dados e o desenvolvimento de processos virtuais já estão moldando a agenda dos executivos brasileiros, especialmente nos setores automotivo, de energia e químico.

Dos entrevistados que já investem na digitalização dos seus negócios, 72% afirmam que o processo de implementação está bem avançado, especialmente nas indústrias que fazem uso intensivo de tecnologia, como o automotivo e químico, além de concessionárias de energia.

Novo papel da TI

Segundo Arruda, o executivo de TI, anteriormente associado à manutenção da infraestrutura das empresas, hoje está assumindo um papel mais ativo no desenvolvimento de projetos e na prestação de apoio às áreas de produção, em processos em alinhamento com os departamentos de estratégia e com as estratégias gerais das empresas.

De acordo com a pesquisa, a área de TI é responsável por 73% das decisões de estratégia digital. A pesquisa mostra ainda que as estratégias apresentadas estão relacionadas a: Controle (23% para a indústria e 40% para infraestrutura); Automação (17%); Processos/ Digitalização da Informação (14%) e Gerenciamento de Dados (14%).

Embora haja crescente entusiasmo pela digitalização, 71% dos entrevistados dizem que apesar de terem uma estratégia destinada a aumentar sua eficiência, ainda não têm indicações claras de como implementá-la. “Não há uma visão clara sobre os resultados e nem de como utilizá-la de forma produtiva nas empresas. Acreditamos que este tema deva ser abordado de forma mais estratégica e que os seus benefícios são ainda maiores do que os esperados”, afirma Arruda.

Desafios

Na lista dos desafios para implementar uma estratégia digital, 55% dos entrevistados indicaram o medo de roubo de dados ou espionagem industrial e 52% citaram a falta de condições diferenciadas para investimentos. Com relação às barreiras internas, 57% apontaram a cultura da empresa, 53% os custos operacionais e 52% a dificuldade em quantificar os benefícios. Para 54% das grandes empresas, um grande desafio é a integração de novas tecnologias e software. Já 53% das pequenas empresas indicam a dificuldade de analisar grandes quantidades de dados.

Apesar da desaceleração da economia brasileira, Joe Kaeser, presidente e CEO da Siemens AG, acredita no potencial brasileiro para o crescimento sustentável. “Neste ano de transição, o Brasil busca formas de colocar sua economia em uma base mais diversificada, competitiva e sustentável para o longo prazo. E é exatamente aí que a Siemens pode dar suporte ao Brasil”.

Kaeser destaca que a digitalização está criando um novo cenário econômico e oportunidades em todo o mundo. “Fazemos negócios em mais de 200 países e clientes do mundo todo nos relatam como a digitalização está mudando paradigmas, como ela está remodelando seus negócios e o ambiente competitivo.”

Fonte: Computerworld

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